Toro Rosso anuncia substituição de sua dupla

Na tarde desta quarta-feira, a Toro Rosso anunciou sua dupla oficial para a temporada 2012 da F-1, composta por Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, dois pilotos do programa de desenvolvimento da Red Bull. Buemi e Alguersuari foram dispensados e engrossam a lista dos postulantes às escassas vagas restantes.

Como a Red Bull terá uma vaga em aberto para 2013 com a (muito) provável saída de Mark Webber, a mudança significa que os pilotos que estavam desde 2009 na equipe satélite não são considerados suficientemente capazes de acompanhar Vettel, até hoje único piloto da dupla Red Bull/Toro Rosso que conseguiu realizar a transição.

Agora, restam apenas as 2 vagas na Force India e uma na Hispania e Williams. Serão então quatro vagas para 8 candidatos: Bruno Senna, Rubens Barrichelo, Adrian Sutil, Vitaly Petrov, Paul di Resta e Nico Hulkenberg, além dos novos desempregados Buemi e Alguersuari.

O Ano de 2011 fez alguns outros desempregados na F-1, esses totalmente descartados: Liuzzi, Chandhok, Karthikeyan, D’Ambrosio e Heidfeld – Di Grassi poderia ser contabilizado também, afinal mesmo como piloto de testes da Pirelli durante a temporada, não conseguiu estar próximo de uma vaga.

Nem Reais, nem Rublos. O escolhido foi Grosjean.

Na quinta-feira, Romain Grosjean, um dos postulante a vaga de companheiro de Kimi Raikkonen na Lotus Renault em 2012, declarou que estava determinado a abandonar a F-1 caso não conseguisse retornar à categoria, mesmo após ter realizado as sessões de treinos livres em Abu Dhabi e Brasil e ter animado a equipe com seus resultados – além do título desta temporada da GP2.

De fato, Romain parecia fora da briga após o anúncio de que testaria o novo carro da BMW para o DTM nesta semana em Monteblanco, na Espanha. Além disso, havia a questão financeira: o apoio monetário de Grosjean não se igualava ao que poderia ser proporcionado por Bruno Senna ou Vitaly Petrov. Hoje, veio o anúncio oficial de sua contratação.


Ao meio de todo este imbróglio, havia o apoio de Eric Boullier, chefe da equipe. Ainda em Novembro, em entrevista ao site oficial da F-1, Boullier declarou que Grosjean ocuparia a vaga de Kubica, caso o polonês não pudesse realmente retornar, e admitiu as negociações com Raikkonen. “Eu não tenho escondido esse fato por semanas, mas meses até. Então, se Robert não voltar, Grosjean definitivamente é um dos pilotos no topo da lista”.

Pode-se então concluir que Boullier, ao menos neste caso, ressurge fortalecido. Há poucos dias, Gerhard Berger era especulado como sucessor do francês no comando da equipe, e agora segue em seu posto e viu o piloto de sua preferência ser confirmado, sobrepondo os endinheirados Senna e Petrov.

Com os retornos de Kimi e Grosjean, o cenário atual do mercado de pilotos na F-1 desenha-se trágico para quem sobrou, ausentes das festas de final de ano e dos cartões de Natal corporativos. Em termos oficiais, restam seis vagas: duas na Toro Rosso e na Force India, uma em Hispania e Williams. Na prática, é diferente.

A Toro Rosso prefere apostar nos pilotos de seu programa de desenvolvimento, e suas duas vagas estão entre Buemi, Alguersuari, Ricciardo e Vergne. Na Force India, tudo indica que Di Resta permanece, acompanhado de Hulkenberg. Restou a vaga na Hispania, que pode muito bem ser novamente aproveitada pela Red Bull, que colocaria Ricciardo na vaga de Buemi na Toro Rosso e Vergne entre os espanhóis. Ricciardo pode substituir Trulli na Catterham, também. Petrov, especula-se, bateria às portas de seus compatriotas da Marussia, já fechados com Glock e Pic.

A vaga mais disputada, certamente, é na Williams. Barrichello, Senna, Sutil e Giedo van der Garde são os postulantes ao posto de companheiro de Pastor Maldonado, e Sutil é o mais cotado para a vaga. Provável então que em 2012, apenas Massa seja um representante brasileiro na F-1.

Grosjean não terá que desistir da F-1, pelo menos não em 2012. Mas outros terão que seguir este caminho, certa e definitivamente.

Pilotos: Charles Pic

Após o Grande Prêmio do Brasil, disputado no último domingo, a Marussia Virgin confirmou Charles Pic como um de seus pilotos na temporada 2012. O francês, 21 anos, foi o quarto colocado no campeonato da GP2 neste ano e vai correr ao lado de Timo Glock, substituindo Jérôme D’Ambrosio.

Pic, até o momento, será o único estreante da categoria em 2012, o piloto de número 801 da história da categoria. A França, quarto país com maior número de  pilotos na história da F-1 (atrás apenas de Reino Unido, Estados Unidos e Itália), não tem um representante na categoria desde 2009, quando Sébastien Bourdais participou das primeiras 9 provas pela Toro Rosso, enquanto Romain Grosjean pilotou pela Renault em substituição a Nelsinho Piquet nos últimos 7 GPs. O mesmo Bourdais, em 2008, foi o último a disputar uma temporada completa.

Formula Renault
Após o início no Kart, Charles estreou nos monopostos em 2006 na Formula Renault Campus, sendo o terceiro no campeonato. Em 2007, partiu para a Formula Renault 2.0, disputando o Campeonato Francês, sendo o quarto colocado, e terceiro no Europeu,

Formula Renault 3.5 Series
Charles Pic transferiu-se para a Formula Renault 3.5 Series em 2008, tornando-se piloto da Tech 1 Racing. Pic dominou o final de semana do GP de Monaco e venceu em Le Mans, além de ir ao pódio em Monza e no Estoril. Ao final do ano Pic foi o sexto na classificação, enquanto seu companheiro Julien Jousse foi o vice-campeão, atrás do holandês Giedo van der Garde – seu futuro companheiro de equipe na GP2 em 2011.

Em 2009, Pic seguiu na Tech 1 Racing e obteve melhores resultados, apesar de um vexatório abandono na Catalunya ao rodar na volta de aquecimento de pneus. Foi o terceiro na classificação geral, vencendo provas em Silverstone e Nürburgring, além de obter um pódio no Algarve. Somou 94 pontos, atrás apenas de Bertrand Baguette e Fairuz Fauzy. Teve como companheiros de equipe Brendon Hartley (7 Gps), Edoardo Mortara e Daniel Ricciardo (uma prova cada).

GP2
Em 2010, pela Arden International, Pic marcou a pole position em Hockenheimring e venceu a prova de estreia, no Circuito da Catalunya. Apesar da vitória na estréia, Pic voltou ao pódio apenas na Alemanha e marcou pontos somente em outros três GPs, somando 28 para ocupar a décima posição no campeonato.

Charles participu de todas as etapas da GP2 Series deste ano pela Barwa Addax Team, substituindo o mexicano Sergio Pérez, que assinou com a Sauber para a temporada de F-1. Conquistou três poles (Valencia, Nurburgring e Monza) e venceu duas provas (1ª Bateria na Catalunya e 2ª em Monaco), indo ao pódio em outras três oportunidades (1ª bateria em Nurburgring, Hungaroring e Monza).

Ao final do campeonato, Pic somou 52 pontos na quarta colocação, sendo que Jules Bianchi somou 53 e Luca Filippi 54, todos distantes do campeão Romain Gorsjean, com 89. A Barwa, por outro lado, venceu o Campeonato de Construtores, com 101 pontos – 52 de Pic e 49 de Giedo van der Garde.

F-1 em 2012
Pic participou da Sessão de Testes para Jovens em Abu Dhabi, realizada imediatamente após o GP, nos dias 15, 16 e 17 de Novembro. Pic participou dos três dias, sendo 13º na terça, 12º na quarta e o mais lento, 14º, do último dia.

Sua contratação era especulada logo após os testes, e o anúncio após o GP Brasil confirmou a estréia do francês em 2012.

“A equipe me deu oportunidades fantásticas para aprender coisas novas, mas eu também sabia que tinha de impressioná-los e mostrar a eles que eu estava pronto para fazer um bom trabalho. Fiquei satisfeito com meu desempenho e obviamente a equipe também, então foi um bom começo. Mas é só o começo e eu sei que tenho muito trabalho duro pela frente para retribuir essa oportunidade”, completou.

Para John Booth, chefe de equipe da Virgin, é normal que seu novo contratado tenha encontrado dificuldades para guiar o carro da equipe em Abu Dhabi.

“Aquela foi sua primeira vez em um carro de Fórmula 1, o que deve intimidar um pouco, mas Charles estava extremamente focado no que precisava ser feito e absolutamente encarou o desafio. Ele melhorou em todas as áreas, mas seu trabalho de simulação de corrida foi o que chamou nossa atenção”, elogiou Booth.

Para finalizar, Pic afirmou que vai se concentrar em se preparar para o começo da pré-temporada e o GP da Austrália, em março, que abre o campeonato de 2011. “Estou ansioso para trabalhar duro em todas as áreas no inverno para garantir que estou pronto para os testes e meu primeiro GP”, concluiu.

A Volta de Kimi: Recorde de Campeões

Com o anúnico do retorno de Kimi Raikkonen, pela primeira vez uma temporada da F-1 reunirá seis campeões: além do finlandês, o hepta Michael Schumacher, os bicampeões Sebastian Vettel e Fernando Alonso e os detentores de um título Lewis Hamilton e Jenson Button.

Além disso, a F-1 terá em 2012 todos os campeões da última década (e do século, obviamente). Schumacher (2000-2004), Alonso (2005-2006), Kimi (2007), Hamilton (2008), Button (2009) e Vettel (2010-2011).

A longevidade de Michael Shumacher colabora para a obtenção desta marca, claro, mas é uma curiosidade que comprova outro fato da F-1 recente: a limitação de testes mantêm os veteranos na categoria e possibilita a concentração dos títulos – nestes últimos doze anos, apenas seis pilotos conquistaram todos os títulos.

O retorno de Kimi Raikkonen

Na manhã desta terça-feira, a Renault (que será Lotus em 2012) anunciou a contratação de Kimi Raikkonen, campeão da categoria em 2007 com a Ferrari. O finlandês deixou a F-1 em 2009, mas seu nome nunca esteve realmente afastado, sendo sempre especulado seu retorno. No último mês, os rumores ganharam força na Williams, e até uma eventual participação acionária do piloto na equipe foi especulada.

A indefinição sobre o retorno de Robert Kubica, ainda em recuperação de seu acidente, transformou a Renault em vedete da boataria, e suas vagas em aberto após resultados poucos animadores de Heidfeld, Petrov e Senna formaram um enorme balcão de negócios. Além dos citados Petrov e Senna, concorreriam também Barrichello, Grosjean e eventualmente Sutil e Kovalainen.

No currículo, Kimi tem 157 provas, 18 vitórias, 62 pódios e 16 poles, além do título de 2007. Com a volta de Raikkonen, a F-1 vai reunir em 2012 inéditos seis campeões mundiais – além do finlandês, o hepta Michael Schumacher, os bicampeões Sebastian Vettel e Fernando Alonso e os detentores de um título Lewis Hamilton e Jenson Button.

Raikkonen passou dois anos afastado da F-1, e após seu título ficou marcado pelo claro desinteresse – e ninguém se surpreendeu quando a Ferrari rescindiu o contrato de Kimi para contratar Alonso, pagando uma multa mais que milionária. Sabe-se, a F-1 passou por muitas mudanças nos últimos dois anos, e Kimi terá pouco tempo para testes e readaptação.

Por outro lado, a Renault claramente ressentiu-se de um piloto experiente para o desenvolvimento do carro durante a temporada. O início do ano parecia promissor, com pódios para Heidfeld e Petrov, mas as demais equipes seguiram suas evoluções enquanto a Renault permaneceu estagnada. E Raikkonen, em termos de talento nato, é um dos melhores pilotos da atual geração. Motivado, como o próprio diz estar (no comunicado, Raikkonen mencionou uma “ânsia esmagadora”), será o maior atrativo em termos de novidade em 2012.

O retorno de Raikkonen aumenta o mistério a respeito das poucas vagas restantes para o grid para 2012. Com o acerto do finlandês na Renault, o nome de Barrichello voltou a ser prioridade na Williams. E os últimos dias de 2011 terão um mercado mais agitado do que o esperado.

Pilotos: Pedro de la Rosa

Com o campeonato de 2011 decidido, o que tem movimentado a Fórmula-1 nos últimos meses são as especulações de bastidores envolvendo os pilotos. Nomes como Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen são cotados em quase todas as equipes médias e pequenas do grid. Ontem, quando Pedro de la Rosa foi anunciado como titular da Hispania para 2012 e 2013, houve uma certa surpresa.

Aos 40 anos, com boa parte de sua carreira como piloto de testes da McLaren, poucos (mentira, ninguém) se lembravam do espanhol e o cotavam para uma vaga como titular. Atualmente, a Hispania conta com o australiano Daniel Ricciardo e o italiano Vitantonio Liuzzi como titulares, mas não informou qual deles perderá o posto. Seguindo a lógica, Liuzzi é o mais provável desempregado.

Antes da F-1
Pedro de la Rosa iniciou sua carreira no Kart apenas aos 17 anos. Antes de iniciar a carreira como piloto, o espanhol sagrou-se campeão Europeu “pilotando” carros off-road de controle-remoto, em 83 e 84, sendo vice-campeão mundial em 1986, então com 15 anos.

Após o início no Kart, onde permaneceu por apenas um ano, de la Rosa perambulou por diversas categorias antes da F-1: Formula Fiat Uno e Formula Ford 1600 na Espanha, Formula Ford 1600 na Inglaterra, Formula Renault na Espanha, Formula Renault na Inglaterra e partiu para o Japão onde foi campeão da Formula 3 em 1995 e da Formula Nippon em 1997. Apenas em 1998, aos 27 anos, assinou como piloto de testes para a Jordan e chegou à F-1.

Jordan, Arrows e Jaguar
A temporada de 1998 foi de espera para Pedro, sendo pilotos de testes da Jordan. Abre Parênteses: Naquele ano, a dupla titular era formada por Damon Hill e Ralf Schumacher, em um período em que a equipe vivia seu auge: Hill e Ralf fizeram dobradinha em Spa, em uma das corridas mais malucas da história da F-1, e a Jordan ocupou o quarto lugar nos Construtores naquele ano. O ano seguinte, 1999, foi ainda mais glorioso: Frentzen ocupou a vaga de Ralf, venceu na França e na Itália e foi ao pódio outras quatro vezes, terminando o campeonato em terceiro. Fecha Parênteses.

Em 1999, Pedro correria pela Arrows, formando dupla com o japonês Toranosuke Takagi. Em sua estréia, no GP da Austrália, Pedro de la Rosa marcou seu primeiro ponto, tendo largado em 18º e chegado no 6º lugar, graças a uma série de abandonos, com apenas 8 dos 22 carros chegando ao final. O carro da Arrows pecava pela confiabilidade, e o espanhol completou apenas mais 4 GPs até o final da temporada. A temporada seguinte, com Jos Verstappen como parceiro, foi um pouco melhor, tendo marcado dois pontos, com dois sextos lugares nos GPs da Europa e Alemanha, e completando apenas mais quatro corridas. Verstappen teve desempenho melhor, com cinco pontos e sete GPs completos.

Seu período na Arrows encerrou-se, e Pedro assinou por duas temporadas com a Jaguar, que havia comprado a Stewart e descarregado cifras enormes na equipe, que fazia parte do plano de marketing da montadora de promover seus carros no mercado Premium. Foi um dos maiores fracassos da história da F-1, e o piloto espanhol pouco fez em seus dois anos na Jaguar: três pontos em 2001 (6º no Canadá e 5º na Itália) e nenhum em 2002. Seu contrato não foi renovado, e Pedro então iniciaria sua jornada na McLaren.

McLaren
O espanhol uniu-se a McLaren em 2003 como piloto de testes, em um período em que as equipes testavam seus carros à exaustão. Em 2005, substituiu o lesionado Juan Pablo Montoya no GP do Bahrain, chegando em 5º após largar em 8º.

No ano seguinte, Pedro novamente substituiu Montoya, desta vez definitivamente após a saída do colombiano para a Nascar. De la Rosa disputou as últimas oito provas do calendário, tendo marcado 19 pontos e obtido o melhor resultado de sua carreira, seu único pódio conquistado após o segundo lugar no GP da Hungria. Em uma temporada em que a McLaren não venceu nenhum GP (Alonso e Schumacher venceram 14 das 18 etapas, e apenas na Hungria a equipe vencedora não foi a Renualt ou a Ferrari. Foi Jenson Button, de Honda), Pedro igualou os segundos lugares de Montoya em Monaco e Raikkonen na Austrália e Itália.

Os bons resultados não foram suficientes para garantir uma vaga como titular da McLaren, que preferiu modificar totalmente sua dupla escolhendo Fernando Alonso e outro de seus pilotos de testes, Lewis Hamilton. Foi um ano traumático, para ser generoso. De la Rosa esteve próximo de voltar a guiar como titular pela Prodrive, equipe que estrearia em 2008 com suporte da McLaren, mas a equipe não foi aprovada no “vestibular” da FIA pelo uso de carros de outro construtor, no caso a McLaren, regra que seria implementada justamente naquela temporada.

A temporada da McLaren ruiu na Hungria, no famoso episódio em que Alonso bloqueou Hamilton nos boxes. Foi apenas a declaração pública do ambiente terrível da equipe inglesa naquele ano, que culminou com a revelação do escândalo de espionagem envolvendo informações técnicas e setups da Ferrari que a McLaren obteve. Após o bloqueio de Alonso, Ron Dennis procurou seu então piloto, e ouviu de Fernando a ameaça de que ele enviaria para a FIA e-mails trocados com Pedro de la Rosa e Mike Coughlan, um dos pivôs da espionagem, que incriminariam a McLaren.

Os e-mails foram decisivos na punição da McLaren, que perdeu os pontos conquistados naquele ano e recebeu uma multa de U$100 milhões.

Enquanto seu compatriota deixou a McLaren após o título de Kimi Raikkonen, conquistado graças ao duelo interno da equipe inglesa, Pedro de la Rosa seguiu em seu posto de piloto de testes e foi eleito presidente da GPDA, a Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios, posições que seguiu ocupando até 2009.

Sauber
Pedro de la Rosa foi confirmado como titular da Sauber para 2010, formando a dupla com Kamui Kobayashi, que havia impressionado após ocupar a vaga do lesionado Timo Glock na Toyota nas duas últimas provas de 2009. O espanhol disputou 14 provas, marcando pontos apenas com um sétimo lugar na Hungria.

Com desempenho muito melhor, Kobayashi marcou pontos em oito oportunidades, tendo em vista que chegou ao final de apenas outros três GPs. De la Rosa foi substituído por Nick Heidfeld nas últimas cinco provas, e o alemão marcou os mesmos seis pontos de seu antecessor. Para o espanhol restou o posto que era até então de Heidfeld, o de piloto de testes para a Pirelli.

McLaren e Sauber, parte 2
Mesmo com a proibição de testes, a McLaren novamente contratou Pedro de la Rosa para ocupar a vaga de piloto reserva em 2011. Após o acidente de Sergio Perez na qualificação do GP de Monaco, o espanhol retornou ao volante da Sauber no GP do Canadá, tendo chegado em 12º após largar em 17º.

O Retorno
O anúncio de Pedro de la Rosa como titular da Hispania rendeu homenagens da McLaren. Martin Whitmarsh deixou mais claro o papel do espanhol na equipe nos últimos anos: “A contribuição de Pedro para a McLaren tem sido de valor fantástico, talvez até mais valiosa do que aparentemente para os leigos, desde que ele se uniu a nós em 2003. Como piloto de testes, ele fez um trabalho extraordinário, na pista, e ultimamente, em nosso simulador, e seu feedback foram essenciais. Mas suas contribuições vão além disso: Pedro é um cara de equipe, tem grande presença motivacional em nosso time, e talvez por causa disso, ele é alguém que eu sempre contarei como um verdadeiro amigo”, elogiou Martin, deixando claro que sentirá a falta do espanhol nos trabalhos para a próxima temporada.

Sobre sua permanência na McLaren, Pedro afirmou: “Claro, o momento mais feliz na McLaren para mim foi, pessoalmente, ter completado o GP da Hungria de 2006 em segundo, mas também fiquei orgulhoso por ajudar Lewis Hamilton e a equipe a conquistar o título do Mundial de Pilotos, ajudando a equipe a desenvolver uma série fantástica de carros que venceram GPs durante minha permanência no time”, recordou.

“Este é um passo muito importante na minha carreira e uma das decisões mais bem pensadas. Estou em uma fase boa em termos de maturidade e preparado para assumir este desafio, que é algo que me motiva muito. Ao decidir aderir a esse projeto, levei em consideração três fatores: meu desejo de voltar às competições, o fato de que a Hispania é uma equipe espanhola, onde conheço todos, além de saber que Luis Perez-Sala faz parte desse projeto”, revelou.

Em seu comunicado, a Hispania afirma que a contratação do veterano é a consolidação do sólido projeto do time para o ano que vem, que passa por uma reforma estrutural com um novo quartel-general na Espanha. “Contar com Pedro de la Rosa para a próxima temporada será um pilar fundamental no desenrolar de nosso projeto. Somos uma equipe jovem que precisa seguir avançando e, com esta incorporação, estou convencido de que vamos fazer isto. Além do mais, é uma grande pessoa e um grande profissional. Seu prestígio na Fórmula 1 demonstra isso”, disse o chefe da Hispania, Colin Kolles.

Levando em consideração o fato da Hispania ter sido, nestas duas temporadas de existência, uma equipe mais próxima da GP2 do que da F-1, é difícil imaginar uma enorme revolução para 2012. A experiência de Pedro por seus anos de McLaren poderá ajudar a Hispania a diminuir o abismo para as demais equipes, a começar pelas demais “pequenas” Marussia e Catherham. Imaginar algo além disso é, basicamente, utopia.

Abu Dhabi ::: Testes para Novatos ::: Último Dia

A semana de testes em Abu Dhabi encerrou-se mantendo a tendência (e a lógica), com Jean-Eric Vergne na liderança, marcando o tempo mais veloz dos três dias: 1m38s917. Desta vez, Bianchi não ocupou a segunda colocação, sendo ultrapassado pela Mercedez de Sam Bird.


Nesta sessão de quinta-feira as equipes, além de concentrar testes aerodinâmicos, receberam pneus de 2011 e 2012 da Pirelli para testes comparativos.

1º. Jean-Eric Vergne (FRA/Red Bull-Renault), em 1min38s917 (46)
2º. Sam Bird (ING/Mercedes), em 1min40s897 (104)
3º. Jules Bianchi (FRA/Ferrari), em 1min41s347 (106)
4º. Olivier Turvey (ING/McLaren-Mercedes), em 1min41s513 (89)
5º. Max Chilton (ING/Force India-Mercedes), em 1min41s575 (79)
6º. Esteban Gutierrez (MEX/Sauber-Ferrari), em 1min42s049 (79)
7º. Mirko Bortolotti (ITA/Williams-Cosworth), em 1min43s277 (74)
8º. Kevin Ceccon (ITA/Toro Rosso-Ferrari), em 1min43s686 (35)
9º. Alexander Rossi (EUA/Team Lotus-Renault), em 1min44s283 (74)
10º. Jan Charouz (TCH/Lotus Renault), em 1min44s470 (82)
11º. Stefano Coletti (MON/Toro Rosso-Ferrari), em 1min44s545 (48)
12º. Nathanael Berthon (FRA/Hispania-Cosworth), em 1min45s839 (51)
13º. Robert Wickens (Marussia Virgin-Cosworth), em 1min45s934 (34)
14º. Charles Pic (Marussia Virgin-Cosworth), em 1min46s348 (49)

Abu Dhabi ::: Testes para Novatos ::: Segundo Dia

O segundo dia de testes para jovens em Abu Dhabi encerrou-se com Jean-Eric Vergne novamente na liderança. Pilotando pela Red Bull, o francês obteve tempo próximo ao alcançado na terça-feira e manteve-se na liderança em Yas Marina. Jules Bianchi, com a Ferrari, novamente ocupou a segunda colocação, mas atrás somente 0s091 de seu conterrâneo.

O brasileiro Luiz Razia, que irá disputar os treinos livres em Interlagos, conduziu a Lotus e obteve o nono tempo. Razia completou 89 voltas e mostrou-se satisfeito: “Aprendi tanto hoje, com tantas coisas para pensar. Pensar em um bom feedback e no que está acontecendo, além de tirar o máximo do carro. Então é importante este teste para nós, novatos, e esta oportunidade não vem com frequência, por isso estou grato e feliz. A última vez que pilotei o T128 foi em Barcelona, e o carro melhorou muito desde então”.


Amanhã, quinta-feira, será o último dia para os jovens em Yas Marina.

1º. Jean-Éric Vergne (FRA/Red Bull), 1min40s188 (43)
2º. Jules Bianchi (FRA/Ferrari), a 0s091 (91)
3º. Gary Paffett (ING/McLaren), a 1s568 (71)
4º. Valtteri Bottas (FIN/Williams), a 2s179 (88)
5º. Johnny Cecotto JR. (VEN/Force India), a 2s685 (84)
6º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber), 3s449 (96)
7º. Sam Bird (ING/Mercedes), a 3s546 (94)
8º. Kevin Korjus (EST/Renault), a 3s588 (70)
9º. Luiz Razia (BRA/Lotus), a 3s756 (89)
10º. Kevin Ceccon (ITA/Toro Rosso), a 4s620 (97)
11º. Jan Charouz (TCH/Hispania), a 6s456 (56)
12º. Charles Pic (FRA/Marussia Virgin), a 6s510 (64)
13º. Nathanaël Berthon (FRA/Hispania), a 8s458 (9)

Abu Dhabi ::: Testes para Novatos ::: Primeiro Dia

No primeira dia de testes em Abu Dhabi, Jean-Eric Vergne fez-se valer da lógica de guiar um carro da Red Bull e foi o (muito) mais rápido.

1º. Jean-Éric Vergne (FRA/Red Bull), 1min40s011 (83)
2º. Jules Bianchi (FRA/Ferrari), a 0s949 (85)
3º. Robert Wickens (CAN/Renault), a 2s206 (78)
4º. Fabio Leimer (SUI/Sauber), a 2s320 (67)
5º. Gary Paffett (ING/McLaren), a 2s901 (41)
6º. Max Chilton (ING/Force India), a 3s005 (81)
7º. Valtteri Bottas (FIN/Williams), a 3s107 (71)
8º. Oliver Turvey (ING/McLaren), a 3s491 (35)
9º. Sam Bird (ING/Mercedes), a 3s537 (51)
10º. Rodolfo González (VEN/Lotus), a 4s011 (87)
11º. Stefano Coletti (MON/Toro Rosso), a 5s267 (87)
12º. Dani Clos (ESP/Hispania), a 5s318 (68)
13º. Charles Pic (FRA/Marussia Virgin), a 6s919 (30)
14º. Adrian Quaife-Hobbs (ING/Marussia Virgin), a 7s281 (32)

Aos 21 anos, Vergne é piloto do programa de desenvolvimento de jovens da Red Bull, atual vice-campeão da F-Renault 3.5. Neste ano, Vergne disputou os treinos livres de sexta-feira na Coréia, Abu Dhabi e também o fará no Brasil, com a Torro Rosso, equipe pela qual participou da sessão de jovens em 2010.

Além de testes de alguns protótipos da Pirelli, os pilotos também são responsáveis por testes aerodinâmicos e mecânicos para 2012. A Ferrari, por exemplo, utilizou um “pequeno” sensor para verificar o desempenho de sua nova asa dianteira, que apresentou resultados distintos com Alonso e Massa até o momento.


A Williams, por sua vez, avaliou a saída do escapamento visando as mudanças no regulamento para 2012, alocando-a na cobertura do motor nas laterais.

Abu Dhabi ::: Testes para Novatos

O circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, receberá a sessão de testes para novatos desta terça até quinta-feira. Para alguns dos jovens que participarão, é a oportunidade única de testar um carro da Fórmula-1 e demonstrar suas qualidades para as equipes.

A lista:
Red Bull: Jean-Eric Vergne
McLaren: Gary Paffett e Oliver Turvey
Ferrari: Jules Bianchi
Mercedes: Sam Bird
Renault: Robert Wickens, Kevin Korjus e Jan Charouz
Force India: Max Chilton e Johnny Cecotto Jr
Toro Rosso: Stefano Coletti e Kevin Ceccon
Sauber: Fabio Leimer e Esteban Gutierrez
Williams: Valtteri Bottas e Mirko Bortolotti
Lotus: Luiz Razia, Alexander Rossi e Rodolfo Gonzalez
Virgin: Adrian Quaife-Hobbs, Robert Wickens e Charles Pic
Hispania: Dani Clos

Entre os participantes, em grande maioria nomes da GP2 e da World Series, alguns pilotos que ocupam hoje a inexistente vaga de “piloto de testes” ou “piloto reserva”. Como a atual política de custos da F-1 não permite sessões normais de testes, muitos jovens terão sua única oportunidade de guiar um carro deste nível. Alguns, como Jean-Eric Vergne, já tiveram a oportunidade de disputar uma sessão de treinos livres de uma sexta-feira, oportunidade concedida raramente para novatos.

Dentre eles, apenas Charles Pic é cotado até o momento para uma vaga em 2012, na Marussia Virgin. Reflexo de uma categoria onde os jovens tem um espaço cada vez mais restrito justamente pela falta de oportunidades para guiar e pela enorme diferença entre os bólidos da GP2 e da F-1, por exemplo. Portanto, em 2012 poderemos ver Charles Pic na vaga de D’Ambrosio, mantendo a tradição recente da equipe de trocar seus estreantes a cada temporada: Di Grassi, D’Ambrosio e agora possivelmente Pic.

Estas sessões são preciosas  também para as equipes, quem tem a oportunidade de realizar testes em seus carros visando a próxima temporada.

And we’re back!

Beeeem Amigos, estamos de volta com o Pit Wall! Após um breve (mentira) período de ausência, retornaremos com nossas atualizações sobre a Fórmula-1 e outros assuntos relacionados.

Como estamos em meados de Novembro, iremos abordar os tópicos relevantes para a temporada 2012, como as mudanças de regulamento, movimentações do mercado, testes e lançamentos, até o início do próximo campeonato.

GP de Abu Dhabi: Aquecimento

Neste final de semana, o circuito de Yas Marina abrigará o GP de Abu Dhabi, décima sétima e última etapa do Mundial de F-1 deste ano.

O circuito
O circuito de Yas Marina, que receberá a F-1 pela primeira vez, está localizado na Ilha de Yas, uma ilha artificial de 25km² distante 30 minutos da capital dos Emirados Arábes, a cidade de Abu Dhabi.

A construção do circuito, finalizada recentemente, compreende também uma série de obras adjacentes: um parque temático, uma marina, áreas residenciais, um parque aquático, infraestruturas de lazer e esportes, hotéis e uma praia resort.

O traçado, mais um projetado pelo alemão Hermann Tilke, terá poucos pontos de ultrapassagem. A reta oposta, a mais longa reta da Fórmula-1, deve ser o ponto mais movimentado neste sentido. O restante do circuito, com uma série de curvas de 90º, não promete uma novidade tão interessante quanto a saída dos boxes, que passará por um túnel.

Além disso, a corrida terá início às 17h locais, proporcionando o acionamento dos refletores durante um GP pela primeira vez na história da F-1. Sobre o circuito, cada volta em Yas Marina soma 5,550 metros e terá 21 curvas, totalizando 305,470 km de extensão em 55 voltas.

Em agosto, Bruno Senna foi o piloto a andar pela primeira vez no circuito, em um carro dois lugares. O vídeo, com imagens co circuito, pode ser visto no seguinte link.

GP_AbuDhabi

Programação para o GP de Abu Dhabi – Circuito de Yas Marina
1ª Sessão de treinos livres: 30/10, às 4h
2ª Sessão de treinos livres: 30/10, às 8h
3ª Sessão de treinos livres: 31/10, às 5h
Treino Oficial: 31/10, às 8h
Corrida: 01/11, às 9h
* Horários de Brasília

GP do Brasil: A Corrida

Interlagos foi novamente palco da definição do campeão da temporada de Fórmula-1. Após festas para Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton, o GP do Brasil consagrou Jenson Button como campeão, o 31º da história da categoria.

Para isso, Button contou com uma série de acidentes à sua frente, bem como realizou ultrapassagens importantes para chegar aos pontos que lhe eram necessários. Como o inglês havia declarado no sábado, seria necessária uma corrida dos infernos.

A largada transcorreu sem maiores incidentes, com Barrichello e Webber mantendo a liderança e Raikkonen pulando para terceiro. E então veio a reta oposta: O finlandês tentou ultrapassar o australiano, mas Webber fechou a porta e quebrou a asa dianteira da Ferrari. No fundo do grid, Fisichella e Kovalainen se tocaram. Duas curvas mais tarde, Trulli forçou para ultrapassar Sutil e o acertou, que perdeu o controle de sua Force India e acertou Alonso.

Safety car na pista, e quatro carros a menos na frente de Button, agora o nono – e também de Robert Kubica, que pulou para terceiro. Kovalainen e Raikkonen entraram nos pits, Kovalainen saiu com a mangueira de abastecimento engatada bem à frente do finlandês. O combustível vazando voou na Ferrari, que virou uma bola de fogo por alguns segundos.

O safety car permaneceu na pista por quatro voltas, e a relargada ocorreu sem problemas. Barrichello não abriu vantagem suficiente para voltar de seu pit na liderança, muito por conta do safety car. Acabou ultrapassado por Webber e Kubica e voltou à frente de Hamilton, que o pressionava.

Enquanto isso, Button ultrapassou Nakajima, Buemi e Kobayashi, com quem travou um belo duelo – o estreante da Toyota ainda duelou com Nakajima, tendo defendido a posição após dividir uma série de curvas com o compatriota.

As chances de Barrichello no campeonato já não existiam após a segunda rodada de pits, com o brasileiro em terceiro e Button em sexto. Um pneu furado de Barrichello forçou um terceiro pit, deixando o piloto da Brawn em oitavo lugar. Button subiu para quinto e cruzou a linha de chegada comemorando seu título. Webber venceu a prova com tranquilidade, seguido de Kubica, Hamilton e Vettel.

Em duas semanas, o encerramento da temporada em Abu Dhabi.

GP do Brasil: Treinos Livres e Treino Oficial

Na primeira sessão de treinos em Interlagos, na sexta-feira pela manhã, foi possível verificar a instabilidade climática que cerca o autódromo. Pista seca, garoa, pista molhada, pista secando, um misto de trechos secos e outros molhados. Com o asfalto frio, a Red Bull teve melhor rendimento, com Webber e Vettel liderando quase toda a sessão. Quase no fim, quando a temperatura subiu, Barrichello marcou o segundo tempo,  com Button em oitavo.

A segunda sessão, com pista seca, mostrou equipes buscando o melhor certo para a corrida, que teria o mesmo clima, segundo os meteorologistas. Alonso e Buemi foram os mais rápidos, com Barrichello em terceiro,  Webber em quarto, Button em quinto e Vettel em sétimo.

O treino livre de sábado serviu apenas para Grosjean destruir sua Renault. Adiado pela forte chuva, o treino teve apenas quinze minutos de duração, pois a FIA determina que exista um intervalo de duas horas entre cada sessão.

O treino oficial não foi diferente. Mesmo sob um intenso temporal, a classificação não teve seu início postergado, algo que acabou por revelar-se um erro de avaliação. Não havia condição de pilotar, com Grosjean e Fisichella rodando no S, e logo o treino então foi interrompido. Tão logo o volume de chuva diminuiu, os carros voltaram para a pista. Rosberg foi o mais rápido do Q1, seguido de Raikkonen, Kubica, Nakajima, Barrichello e Button. A chuva voltou a apertar nos minutos finais, e Vettel ficou fora, em 16º. Kovalainen, Hamilton, Heidfeld e Fisichella foram os outros eliminados.

A irritação de Vettel tinha motivo: a chuva havia voltando com força, adiando o início do Q2 em quase trinta minutos. Tão logo o Q2 começou, Liuzzi arrebentou sua Force India na reta dos boxes, paralisando o treino por um hora e onze minutos.

A chuva finalmente deu trégua às 16h10, duas horas após o início. Rosberg foi novamente o mais rápido, seguido de Webber. Button, com pneus para chuva intensa, acabou cortado em 14º, junto com Kobayashi, Alguersuari, Grosjean e Liuzzi. A pista estava secando, e todos melhoravam seus tempos após trocaram os pneus para intermediários. A Brawn não fez a troca, Button ficou fora e Barrichello acabou em 10º, escapando apenas por um erro de Kobayashi.

O Q3, com a pista secando, viu Barrichello marcar a pole, seguido de Webber, Sutil, Trulli, Raikkonen, Buemi, Rosberg, Kubica, Nakajima e Alonso. O brasileiro é o mais leve do grid. Uma estratégia válida para quem tem a última esperança de seguir lutando pelo título, sobretudo com Button largando no meio do pelotão. Webber e Sutil devem parar quatro voltas depois de Barrichello, Button larga mais pesado para adiar ao máximo sua primeira parada e Vettel deve parar apenas uma vez.

Webber é o favorito para a corrida, pela sua estratégia  e pelo melhor rendimento de seu carro com um asfalto frio. Para vencer, Barrichello precisa manter-se na ponta após a largada e abrir grande vantagem para voltar na liderança após seu pit.

Veja abaixo o grid e a lista de pesos:
1º. Rubens Barrichello (Brawn) – 650,5 kg
2º. Mark Webber (Red Bull) – 656
3º. Adrian Sutil (Force India) – 656,5
4º. Jarno Trulli (Toyota) – 658,5
5º. Kimi Raikkonen (Ferrari) – 651,5
6º. Sébastien Buemi (Toro Rosso) – 659
7º. Nico Rosberg (Williams) – 657
8º. Robert Kubica (BMW) – 656
9º. Kazuki Nakajima (Williams) – 664
10º. Fernando Alonso (Renault) – 652
11º. Kamui Kobayashi (Toyota) – 671,6
12º. Jaime Alguersuari (Toro Rosso) – 671,5
13º. Romain Grosjean (Renault) – 677,2
14º. Jenson Button (Brawn) – 672
15º. Sebastian Vettel (Red Bull) – 683,5
16º. Heikki Kovalainen (McLaren) – 656,5
17º. Lewis Hamilton (McLaren) – 661
18º. Nick Heidfeld (BMW) – 650,5
19º. Giancarlo Fisichella (Ferrari) – 683,5
20º. Vintantonio Liuzzi* (Force India) – 680
* Liuzzi perdeu cinco posições por ter trocado de câmbio

GP do Brasil: Aquecimento

Neste final de semana, o circuito de Interlagos abrigará o GP do Brasil, décima sexta etapa do Mundial de F-1 deste ano.

O circuito
O circuito de Interlagos, construído em 1940, recebe provas da F-1 desde 1972. É um dos poucos traçados no sentido anti-horário, e também um dos mais completos, com curvas de alta e baixa, duas retas e trechos com subidas e descidas.

Cada volta em Interlagos soma 4,309 metros, onde os pilotos atingem a aceleração máxima em 65% do percurso. Serão 71 voltas, totalizando 305,909 km de extensão e apenas 40 trocas de marcha por volta (o menor número da F-1 ao lado de Silverstone) em suas 15 curvas.

Nos últimos anos, poucas obras foram realizadas em Interlagos. A maior delas, realizada há dois anos, foi a troca de todo o asfalto para reduzir as ondulações, uma grande reclamação dos pilotos.

Entre as poucas novidades técnicas para a corrida deste ano está a adoção definitiva das “digiflags”, painéis digitais que fazem as vezes das bandeiras de sinalização. No ano passado, quatro desses equipamentos foram testados em Interlagos após estrearem no GP noturno de Cingapura. Desta vez, serão 15. Mas os fiscais de sinalização continuam: serão 67 espalhados pelo traçado.

GP_Brasil

Em 2008
O GP Brasil de 2008 protagonizou uma das decisões mais acirradas e dramáticas da história da F-1. Felipe Massa e Lewis Hamilton chegaram a Interlagos lutando pelo título, com o inglês tendo sete pontos de vantagem. Isso significava que Hamilton seria campeão com um quinto lugar, mesmo que Massa vencesse.

O grid de largada teve Massa e Trulli na primeira fila, com Raikkonen e Hamilton atrás. A largada, com pista molhada, viu acidentes de Coulthard e Piquet, que causaram a entrada do safety car. A pista logo começou a secar e os pilotos trocaram seus pneus de chuva para pista pneus de seca.

A corrida prosseguiu sem maiores problemas, e as posições de largada de Massa e Hamilton continuavam inalteradas após a segunda janela de pits. Na volta 63, uma leve chuva chegou ao circuito, e os pilotos pararam para colocar pneus intermediários. Timo Glock foi o único dos ponteiros a permanecer com pneus para pista seca, pulando de sétimo para quarto.

Com isso, Hamilton caiu para quinto, sendo pressionando por Vettel. Na volta 69, a chuva passou de leve para pesada, e Vettel aproveitou-se de um erro de Hamilton para assumir a quinta colocação. Massa cruzou a linha de chegada como campeão, mas, na última curva, Vettel e Hamilton ultrapassaram Glock, que deslizava pela pista molhada com seus pneus para pista seca.

A festa nos boxes da Ferrari tornou-se decepção. Hamilton, em quinto, era campeão com um ponto de vantagem. Um final de temporada que deixou uma certeza: outra decisão como esta, jamais.

História
A Fórmula-1 desembarcou no Brasil pela primeira vez em 1972, mas o GP daquele ano, disputado em Interlagos e vencido por Carlos Reutemann, não era uma etapa oficial do calendário. Isso porque, na época, a FIA exigia uma prova de exibição que servisse como teste de qualidade antes de receber a chancela oficial.

Então, em 1973, o GP do Brasil passou a integrar oficialmente o calendário da Fórmula-1, sendo disputado em Interlagos até 1977. Em 1978, foi a vez do circuito de Jacarepaguá receber a F-1, e Interlagos voltou a sediar o evento em 1979 e 1980. Entre 1981 e 1989, Jacarepaguá recebeu o GP do Brasil, e desde 1990 a prova é disputada em Interlagos. Um acordo firmado entre a prefeitura de São Paulo e a FIA garantiu a realização do GP do Brasil em Interlagos até 2015.

Em suas 37 edições, o maior vencedor no Brasil foi o francês Alain Prost, com seis vitórias. Michael Schumacher e Carlos Reutemann venceram quatro vezes, enquanto Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Felipe Massa, Nigel Mansell, Mika Hakkinen e Juan Pablo Montoya venceram duas vezes no Brasil. Com uma vitória em solo brasileiro temos José Carlos Pace, Niki Lauda, Jacques Laffite, René Arnoux, Damon Hill, Jacques Villeneuve, David Coulthard, Giancarlo Fisichella e Kimi Raikkonen.

Entre as equipes, a McLaren soma 11 vitórias no Brasil, contra 10 da Ferrari. Em seguido, Williams com 6, Renault/Benetton com 4, Brabham com 3 e Lotus, Ligier e Jordan com 1.

Entre 2006 e 2008, o GP do Brasil encerrou a temporada da Fórmula-1, e nestas três ocasiões o título decidiu-se em seu asfalto, sendo a favor de Alonso em 2006, Raikkonen em 2007 e Hamilton em 2008. Alonso também se sagrou campeão no Brasil em 2005, na época penúltima etapa da temporada.

GPs Eternos
As decisões de campeonato eletrizantes dos últimos dois nos certamente estão guardadas nas memórias dos fãs de Fórmula-1. Além da decisão de 2008 abordada acima, em 2007 Raikkonen superou a dupla da McLaren, Alonso e Hamilton, para vencer em Interlagos e sagrar-se campeão após reduzir uma desvantagem de 17 pontos nas últimas duas corridas.

Porém, o GP do Brasil com maior peso histórico ocorreu em 1991. Ayrton Senna largou na pole, e tentava finalmente vencer em seu país natal. Senna manteve-se na liderança e contou com problema de Nigel Mansell para manter-se  na frente sem grandes problemas. Porém, o câmbio de sua McLaren começou a perder marchas, forçando o piloto a guiar nas últimas voltas com apenas a sexta marcha. O enorme esforço de Senna e a imensa invasão de pista são imagens históricas.

O GP do Brasil de 2006 marcou a despedida de Michael Schumacher da Fórmula-1, e foi uma amostra de todo o talento do alemão. Schumacher tinha apenas chances remotas de sagrar-se campeão, já que Alonso precisava marcar apenas um ponto. No grid, Alonso era quarto, e Schumacher apenas o décimo. Duas voltas depois, Schumacher já estava em sexto, mas um toque com Fisichella furou seu pneu traseiro esquerdo. O alemão caiu para último, mas chegou ao final da prova em quatro, após grandes duelos com Fisichella e Raikkonen. Massa venceu, com Alonso e Button completando o pódio, possibilitando ao espanhol a conquista de seu segundo título, mas a despedida em ato nível de Schumacher foi triunfal.

Programação para o GP do Brasil – Circuito de Interlagos
1ª Sessão de treinos livres: 16/10, às 10h
2ª Sessão de treinos livres: 16/10, às 14h
3ª Sessão de treinos livres: 17/10, às 11h
Treino Oficial: 17/10, às 14h
Corrida: 18/10, às 14h
* Horários de Brasília